Resumo de O Príncipe

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O Príncipe
Como fazer amigos e conquistar nações.

Avaliação

9 Geral

9 Importância

9 Inovação

8 Estilo

 

Recomendação

O fim justifica os meios. Esta máxima simples e pragmática sustenta o trabalho clássico de Nicolau Maquiavel, O Príncipe. Escrito em 1513, quando Maquiavel era um funcionário de um cartório em Florença, este manual sobre o poder político gerou controvérsias como nenhum outro. O seu tema central é a forma como os governantes do Renascimento deveriam agir caso quisessem prevalecer. Segundo o autor, um Estado forte requer um líder que seja capaz de defender o seu poder a todo custo. Maquiavel sustenta que um governante pode enganar, ludibriar, oprimir e até mesmo assassinar os seus oponentes, desde que esses delitos sirvam para a estabilidade do Estado. Sem dúvida, este pequeno tratado oferece material suficiente para demonizar o seu autor. No entanto, Maquiavel não levanta a bandeira da crueldade e violência ilimitadas. Nem tampouco justifica objetivos que pareçam justificar a violência. No entanto, ele também não tenta alinhar o seu trabalho à moral cristã ao examinar as práticas da liderança. O termo “maquiavélico” surgiu no século XVI para descrever um tirano desonesto e cruel que usa todos os meios para atingir os seus objetivos. Os elogios dos ditadores do século XX à obra de Maquiavel foram suficientes para desacreditá-la, mas segundo o pensamento contemporâneo a sua visão literária a torna um clássico. Os leitores modernos serão capazes de entender a importância do livro graças às anotações e tradução acessível de Peter Bondanella. Para colocar o tratado em contexto, Maurizio Viroli explica em sua introdução: “Para Maquiavel, o velho modo de construir e preservar um regime teve de ser abandonado para abraçar uma nova concepção com base no princípio de que o Estado não exerce um verdadeiro domínio a menos que seja sustentado por um exército composto por cidadãos ou súditos”. A getAbstract considera O Príncipe um trabalho essencial e o recomenda aos apaixonados por literatura e história bem como aos estrategistas e cientistas políticos.

Neste resumo, você vai aprender

  • Como o clássico de Nicolau Maquiavel ensina os líderes a governar
  • Como ele explicava a conquista pelo uso da influência, força ou jogo sujo na época do Renascimento
  • Quais são as vantagens e desvantagens de ser violento, avarento, desonesto e sem escrúpulos
  • Por que os governantes precisam encontrar um equilíbrio entre a virtude e a crueldade e entre o amor e o medo, tudo para manter a sua autoridade
 

Resumo

As Formas de Governo
As pessoas vivem sob dois tipos de governo: ou são cidadãos de um Estado livre, como uma república, ou são súditos de uma monarquia. Um líder pode chegar ao governo por herança ou através da obtenção de novos territórios. O líder pode ser o fundador de novas entidades...
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Sobre o autor

Nicolau Maquiavel nasceu em Florença, em 1469. Após a queda dos Médici e do seu sucessor, Savonarola, em 1497, o novo “regime republicano” nomeou Maquiavel secretário político. Ele frequentou tribunais italianos, alemães e franceses, bem como a Santa Sé. De 1499 a 1512, conheceu como diplomata todos os principais líderes do seu tempo, solicitando aos governantes de Florença que levantassem um exército para garantir a república. No entanto, o exército de 400 homens não conseguiria proteger Florença contra as tropas espanholas e papais. Após a queda da república em 1513, os Médici voltaram ao poder, demitiram Maquiavel e eventualmente o torturaram como suspeito de conspiração. Ele se aposentou em sua fazenda próxima à cidade e escreveu obras políticas, como O Príncipe, Discursos, A Arte da Guerra e As Histórias de Florença. Ele também escreveu romances, poesias e peças de teatro. Maquiavel nunca ganhou o favor da família Médici, morrendo pobre em 21 de junho de 1527. O professor de Italiano e de Literatura Comparada da Universidade de Indiana Peter Bondanella traduziu e editou esta edição. O professor de Política da Universidade de Princeton Maurizio Viroli escreveu a introdução. Ele explica que Maquiavel escreveu este livro para mostrar que “conhecia a arte do Estado melhor do que ninguém no seu tempo” e que poderia ensinar todos “os objetivos e meios da ação política”.


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