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Circus Maximus

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Circus Maximus

A aposta econômica de se sediar os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo

Brookings Institution Press,

15 min read
10 take-aways
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What's inside?

Sediar as Olimpíadas ou a Copa do Mundo geralmente cria um desastre financeiro nacional e municipal.

Avaliação Editorial

8

Qualidades

  • Revelador
  • Panorama Geral
  • Cativante

Recomendação

O que acontece com velódromos ou parques de remo após a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos? Como as cidades fazem uso dos estádios de futebol construídos para a Copa do Mundo? As cidades e países que decidem seguir a ideia de organizar esses eventos gigantescos muitas vezes ignoram a dura realidade financeira que vão enfrentar. O Comitê Olímpico Internacional e a FIFA, órgão máximo do futebol, asseguram que as suas extravagâncias esportivas vão trazer benefícios econômicos e sociais no longo prazo. Na realidade, cidades como Atenas, Pequim e Sochi ficaram atoladas em dívidas enormes, espaços inutilizáveis e dores de cabeça relacionadas à infraestrutura. O professor de economia Andrew Zimbalist explica por que receber esses eventos desportivos geralmente resulta em um pesadelo político, social e econômico. Através de pesquisa meticulosa, o autor lança luz crítica sobre um sistema corrupto e carente de reformas. Apesar do estilo um tanto seco, você vai ficar fascinado e horrorizado com o desperdício terrível de dinheiro, recursos e mão de obra relatados pelo autor, tudo em nome de prestígio passageiro e do glamour. A getAbstract recomenda esta denúncia esclarecedora a prefeitos, governadores, secretários, autoridades desportivas, ativistas comunitários e qualquer pessoa interessada em compreender as ligações entre o gasto público e o lucro privado.

Resumo

Baixo retorno sobre investimento

A concorrência para sediar os Jogos Olímpicos era praticamente inexistente até o sucesso dos Jogos de Verão de 1984 em Los Angeles. A cidade obteve um modesto lucro de US$ 215 milhões por três razões principais: o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu garantir eventuais perdas financeiras; a cidade utilizou espaços existentes e garantiu o envolvimento de patrocinadores corporativos. Os líderes de outras cidades e alguns países têm buscado agressivamente sediar tais eventos. Algumas cidades gastam US$ 100 milhões apenas para montar uma proposta, fora os custos de realização do evento em si. Os Jogos de Inverno de 2014 de Sochi custaram supostos US$ 50 bilhões.

Os custos para se sediar a Copa do Mundo da FIFA a cada quatro anos também dispararam. Em 1994, os Estados Unidos gastaram centenas de milhões de dólares para receber o evento. O Brasil gastou entre US$ 15 e US$ 20 bilhões em 2014 e o Qatar pode chegar a investir mais de US$ 200 bilhões em 2022. Os promotores alardeiam os benefícios financeiros que os Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo conferem às economias locais, porém as evidências mostram que os seus argumentos não são...

Sobre o autor

Professor de economia da Smith College, Andrew Zimbalist é consultor do setor. Ele também escreveu Unpaid Professionals: Commercialism e Conflict in Big-Time College Sports.


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