Em uma era de abundância de opções para o consumidor, entender o papel que uma marca desempenha na construção e manutenção da fidelidade do cliente é crucial. Neste estudo, os acadêmicos britânicos Jaywant Singh e Paurav Shukla analisam a longa história e o estado atual do branding. Eles reconhecem alguns dos paradoxos do setor – alguém pode ser fiel a dezenas de marcas? – e oferecem insights interessantes: por exemplo, o apego do consumidor a uma marca pode levá-lo a formar “tribos”.
A marca é uma forma de sinalizar o valor de um produto ou serviço.
Em sua essência, um produto ou serviço é algo que um consumidor compra para satisfazer uma necessidade tangível. Por exemplo, uma pessoa compra um relógio para saber as horas. No entanto, todo produto e serviço oferece benefícios tanto tangíveis quanto intangíveis. Considere duas canetas: uma Bic e uma Montblanc. Ambas permitem que o consumidor aplique tinta no papel (o benefício tangível), mas a diferença de preço entre as duas varia significativamente. Embora os recursos financeiros possam ser o único fator decisivo na escolha de uma marca de caneta em detrimento da outra, muitas vezes a escolha também depende de algum elemento intangível – o valor social percebido que uma caneta de marca de luxo confere, por exemplo.
Em mercados complexos e competitivos, o branding desempenha inúmeras funções. Ele tem uma finalidade legal, indicando propriedade; diferencia uma versão de um produto da concorrência; sinaliza qualidade e confiabilidade; pode fortalecer a “personalidade” da empresa perante o público; ajuda a definir o preço e o posicionamento estratégico do produto no mercado...
Jaywant Singh é professor de marketing e chefe do Departamento de Marketing Digital e Orientado por Dados da Southampton Business School, ligado à Universidade de Southampton no Reino Unido. Paurav Shukla é professor de marketing e chefe de pesquisa na Southampton Business School.
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